Mamoplastia de aumento

Desde 1962, quando surgiram as primeiras próteses mamárias, a cirurgia para implante das mesmas tem sofrido uma evolução crescente. Existem no mercado mundial diversos tipos de próteses de mama, que se apresentam em várias formas, volumes, perfis, projeções e superfícies de revestimento. O preenchimento das mesmas é feito de gel de silicone coesivo.

Salientamos, a seguir, os tipos de implantes existentes, de acordo com:

(i) Formas de Base: Base redonda / Base oval

(ii) Volumes: Variados

(iii) Perfis: Anatômico / Cônico / Esférico / Gota

(iv) Projeção: Baixa / Moderada / Alta / Extra alta

(v) Superfícies de Revestimento: Lisa / Texturizada / Espuma de Poliuretano

A presença da prótese no organismo desencadeia uma reação de resposta inflamatória e a formação de uma cápsula fibrosa em torno da mesma, que poderá ou não sofrer uma retração. Esta retração, quando exagerada, determina algum grau de endurecimento na região das mamas. Um pequeno percentual de pacientes está sujeito a tal retração, entretanto, se isto ocorrer em um grau acentuado as próteses poderão e deverão ser retiradas, através das mesmas cicatrizes. O cirurgião e o paciente poderão ponderar sobre a conveniência ou não da reintrodução de novas próteses ou sobre outra conduta que melhor se adapte ao caso.

A reintrodução de novas próteses poderá ser feita no mesmo procedimento operatório da retirada das mesmas. Um fato importante a ser observado pela paciente é que a presença das próteses mamárias não impede a lactação, uma vez que estas são colocadas em um plano “extra-mama” (fora do tecido mamário).

Raramente a cirurgia plástica estética de aumento de mamas apresenta complicações sérias. Deve-se preparar adequadamente cada paciente, ponderar sobre a convivência ou não da utilização das próteses de silicone, assim como sobre suas eventuais complicações.

As observações abaixo auxiliarão as pacientes interessadas em realizar a cirurgia estética de aumento de mamas. As dúvidas mais frequentes sobre esse procedimento serão explicadas a seguir:

(i) O aumento das mamas é realizado através do implante de próteses mamárias feitas de silicone. As assimetrias (diferenças) das mamas, também pode ser corrigida por meio deste método.

(ii) O procedimento cirúrgico baseia-se no exame criterioso de cada paciente, levando-se em consideração o tipo anatômico da mama, a existência ou não de ptose mamária (mamas caídas) e a não agressão à fisiologia (função) das mamas.

(iii) Cabe ao cirurgião adequar a técnica ao tipo de mama a ser operada.

(iv) Usualmente, as cicratizes provenientes desse procedimento não ficam tão evidentes, sendo muitas delas disfarçadas.

As incisões podem se localizar em diversas regiões do corpo:

(i) Submamárias (no sulco formado entre a mama e o tórax).

(ii) Periareolar (ao redor das aréolas).

(iii) Transareolar

(iv) Subareolar

(v) Axilar

(vi) Em T invertido nas mamas.

No procedimento bem sucedido, as mamas terão seu volume aumentado, melhoria em sua consistência e forma após a implantação das próteses mamárias. Fica a critério da paciente escolher o volume das próteses assim como o tipo de prótese utilizada. Cabe ao cirurgião auxiliar a respeito da decisão de cada paciente, demonstrando os prós e os contras de cada um dos modelos em relação ao fenótipo de cada paciente. No entanto, destaque-se que a decisão final sempre caberá ao paciente.

Existe uma harmonia entre o volume ideal das mamas e o tamanho do tórax, característica esta que deve ser preservada no planejamento da cirurgia.

A mama operada, passará por vários períodos:

(i) Período Imediato: Vai até o 30° dia. Neste período, apesar das mamas se apresentarem com aspecto bastante melhorado, sua forma e volume ainda não representam o resultado final da cirurgia, sendo esperado que mudanças significativas venham a ocorrer. “Nenhuma mama será perfeita logo após a cirurgia”.

(ii) Período Mediato: Vai do 30° dia até o 90° dia. Neste período, a mama começa a apresentar uma evolução para a forma definitiva. Acontece neste período um maior ou menor grau de inchaço das mamas; além disso, o aspecto cicatricial pode ainda variar.

(ii) Período Tardio: Vai do 90° dia ate o 12º-18º mês. Neste período a mama atinge seu aspecto definitivo (cicatriz, forma, consistência, volume, sensibilidade etc.). É neste momento que comparamos os resultados obtidos com o aspecto pré-operatório de cada paciente.

 

 

Informações adicionais

A anestesia pode ser local com sedação assistida, peridural alta ou geral. A duração do procedimento cirúrgico é em media de 2 a 3 horas e o período de internação varia desde hospital dia, até 24 horas após a cirurgia. Curativos elásticos e modeladores serão usados após a cirurgia, de acordo com a indicação do cirurgião. Os pontos são retirados em torno do 10º ou do 12º dia.

Não se esqueça que até que se atinja o resultado desejado, as mamas passarão por diversas fases. Não há como desejar atingir o resultado definitivo antes do previsto, é necessária paciência. É evidente que toda e qualquer preocupação da parte da paciente deverá ser comunicada ao cirurgião para que este esclareça as dúvidas necessárias para sua tranqüilidade.

Inevitavelmente, as cicatrizes passarão por diversos períodos:

(i) Período imediato: É compreendido pelo primeiro mês. Neste período a cicatriz apresenta-se com aspecto pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou ao curativo.

(ii) Período mediato: Vai do 1º até o 12º mês. Neste período ocorre o espessamento natural da cicatriz, bem como inicia-se uma mudança de cor, da mesma, passando para mais escuro (do vermelho para o marrom) que vai, aos poucos, clareando. Este período é o que mais preocupa as pacientes.

(ii) Período tardio: vai 12º ao 18º mês. Neste período a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia, referente à cicatriz, deverá ser feita após este período.

 

Cuidados pré-operatórios:

Comunicar-se com o cirurgião até dois dias antes da operação, em caso de gripe, indisposição ou qualquer alteração clínica.

Internar-se no hospital ou clínica indicada pelo cirurgião, obedecendo ao horário estabelecido.

Evitar bebidas alcoólicas ou refeições volumosas na véspera da cirurgia.

Evitar todo e qualquer medicamento para emagrecer, que eventualmente esteja utilizando, por um período mínimo de 10 dias antes do ato cirúrgico.

O uso de outros medicamentos, também deverá ser avaliado antes da cirurgia.

O hábito de fumar interfere negativamente na cicatrização normal e na recuperação durante o período pós-operatório.

 

Cuidados pós-operatórios:

Evitar esforços físicos nos primeiros 30 dias.

Não movimente os braços em excesso. Obedeça as instruções que lhe serão dadas relativas à movimentação dos membros superiores e/ou sobre massagens.

Evite molhar o curativo, até que esteja autorizada a fazê-lo.

Não se exponha ao sol até que o médico a libere.

Obedeça à prescrição médica.

Alimente-se normalmente (salvo casos específicos e com orientação profissional).

Volte ao consultório, nos dias e horários estipulados.

Provavelmente você estará se sentindo tão bem, a ponto de esquecer-se de que foi operada recentemente. Cuidado! Esta euforia poderá levá-la a um esforço inoportuno, o que determinará certos transtornos. Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire conosco suas eventuais dúvidas.

 

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