Cirurgia pós-emagrecimento

O aumento exagerado de peso vem acompanhado de alterações orgânicas tais como: hipertensão arterial (pressão alta), aumento dos níveis de colesterol e triglicérides, problemas coronarianos, diabetes, doenças ósseas, pulmonares, apnéia do sono, distúrbios psicológicos etc. O adipócito (célula gordurosa) constitui uma reserva de energia para estocagem de calorias ingeridas na dieta.

Os obesos, em qualquer nível de obesidade, apresentam um aumento do tamanho do adipócito. Na obesidade os adipócitos gradativamente aumentam de tamanho, e caso persista a ingestão de calorias são formados novos adipócitos, aumentando também o seu número. A perda de peso é acompanhada de redução do tamanho do adipócito e raramente ocorre a redução do seu número. O tratamento capaz de reduzir a quantidade de adipócitos em um indivíduo é a lipoaspiração e/ou a redução cirúrgica.

A distribuição da gordura no corpo humano tem características próprias: no homem a gordura é preponderantemente abdominal (parte superior), já na mulher a gordura se acumula no abdome inferior, nádegas, quadril e coxas. Com a perda significativa de peso (seja por cirurgia bariátrica ou por dieta) o individuo apresenta grandes quantidades de sobras de pele e gordura. A correção cirúrgica desta sobra deve ser considerada, uma vez que, pode melhorar a qualidade de vida do paciente. A cirurgia plástica para correção de deformidades pós grandes perdas corporais têm aumentado significativamente, uma vez que o número de obesos no mundo inteiro está em ascensão.

Quanto maior a quantidade de pele e gordura do paciente, maiores serão as incisões (consequentemente maiores as cicatrizes) e mais pobres os resultados estéticos. Na maioria das vezes o mesmo procedimento cirúrgico (em cada região do corpo) deverá ser realizado em duas etapas para se alcançar um resultado mais harmonioso.

Dentro do arsenal de técnicas cirúrgicas existentes para a correção das deformidades pós-obesidade apontamos as seguintes:

(i) Plástica de abdome (Dermolipectomia abdominal)- realizadas evidentemente com incisões maiores que a plástica de abdome no paciente não obeso.

(ii) Plástica de mamas (Mamoplastias) com ou sem inclusão de próteses mamarias.

(ii) Plástica de braços (Demolipectomia braquial).

(iv) Plástica de coxas (Dermolipectomia de membros inferiores).

(v) Plástica de face (Ritidoplastia) e outras.

 

 

A lipoaspiração pode se associar aos procedimentos acima mencionados, mas nunca estará indicada como procedimento isolado nestes pacientes devido à grande sobra de pele.

É recomendada a internação hospitalar de 24 a 48 horas nestes casos, póis não podemos esquecer que estamos tratando de pacientes com alterações endócrinas (hormonais) e metabólicas.

Recomenda-se o uso de cintas e modeladores no pós-operatório.

Os objetivos da plástica pós-obesidade devem ser entre outros: melhora do contorno corporal, melhora postural, melhor integração psicológica e social, facilitação da higiene pessoal e melhora no relacionamento sexual.

Os cuidados pré e pós-operatórios são inerentes à outros procedimentos cirúrgicos já mencionados, lembrando sempre que: o hábito de fumar interfere negativamente na cicatrização e evolução após a cirurgia. Converse com o seu cirurgião, sobre este assunto antes da cirurgia.

Veja também

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *